Movimento #ÉaHoradoMar!

O Brasil é azul!

De norte a sul, com quase 8000 km, nosso país possui a maior área costeira do Atlântico Sul, morada de espécies raras e deslumbrantes, e de uma biodiversidade única. São espécies de peixes abrigadas em recifes de corais ou vivendo em mar aberto. Crustáceos e moluscos. Tartarugas, golfinhos, baleias, tubarões! Se os brasileiros e o mundo se deslumbram com a riqueza da Amazônia, sob a superfície marinha não ficamos atrás…

No entanto, apesar de toda essa grandiosidade, o Brasil está longe de cuidar bem de seu oceano. Temos hoje menos de 2% de Unidades de Conservação Marinhas, e a maior parte dessas áreas permite o uso dos recursos naturais. São pouquíssimos os abrigos para a biodiversidade.

Agora isso pode mudar!

Nas próximas semanas o governo brasileiro pode reescrever a história da conservação da biodiversidade marinha e criar o maior conjunto de áreas protegidas do Atlântico Sul: 900 mil Km2 – mais que o tamanho da França – em 2 grandes blocos, um na costa de Pernambuco, a área de São Pedro e São Paulo; e um na costa do Espírito Santo, Trindade e Martim Vaz.

 

Trindade e Martim Vaz

A cadeia Vitória-Trindade fica a 1200 km de Vitória, no Espírito Santo. A ilha de Trindade é o ponto mais a leste do Brasil, o mais distante da costa, e onde acontece o primeiro nascer do sol do país. A região abriga uma enorme riqueza de espécies marinhas, como moluscos, peixes de mar aberto, tubarões, golfinhos, baleias, esponjas, e 13 espécies de peixes recifais que só existem ali. A ilha de Trindade é a maior área de reprodução da tartaruga-verde no país. Na flora, impressionam as samambaias gigantes, que chegam a mais de 5 metros de altura.

 

Arquipélago de São Pedro e São Paulo

O arquipélago de São Pedro e São Paulo, no litoral de Pernambuco, fica a cerca de 1000 km da costa brasileira e é o único conjunto de ilhas brasileiras acima da linha do Equador. É formado por pequenas ilhas rochosas, lar do atobá, ave migratória mais encontrada na região, caranguejos, tubarões-baleia e da arraia-jamanta, que na fase adulta pode pesar mais de 1,5 tonelada.

 

Estratégia e inteligência

As duas áreas são hoje administradas pela Marinha do Brasil e uma ação articulada e estratégica entre o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Defesa, permitiu o avanço das negociações com agilidade.

O mar está em festa! Falta muito pouco para concretizarmos um dos maiores passos da proteção marinha da nossa história!

 

Faça parte desse momento histórico!

Estudos para a criação das UCs Marinhas de Vitória-Trindade e São Pedro e São Paulo foram realizados e  serão encaminhados pelo Ministério do Meio Ambiente nos próximos dias ao presidente Michel Temer, para assinatura do Decreto que protegerá toda essa riqueza para sempre.

Nós precisamos dizer ao Presidente o quanto isso é importante para o Brasil, para o planeta e para as futuras gerações.

Veja quem já apoia o movimento #ÉaHoradoMar!

A Hora do Mar chegou!

Hoje, dia 20 de março de 2018, foram decretadas as 4 novas unidades de conservação, uma vitória imensa para a proteção da biodiversidade. Durante a campanha #ÉaHoradoMar, o Presidente Michel Temer, os Ministros do Meio Ambiente Sarney Filho, da Defesa Joaquim Silva e Luna, da Casa Civil Eliseu Padilha e o Comandante da Marinha do Brasil, Almirante Bacellar Ferreira, receberam milhares de e-mails com a seguinte mensagem:

 

Excelentíssimo Presidente Michel Temer,

Nobres Ministros

Excelentíssimo Almirante

Nas últimas semanas, a sociedade civil tem apoiado massivamente a iniciativa do governo brasileiro para a criação das Unidades de Conservação Marinhas de São Pedro e São Paulo e Trindade e Martim Vaz, conforme propostas apresentadas nas consultas públicas e com pedidos eloquentes de ampliação das áreas de Proteção Integral.

Neste contexto, ambientalistas, cientistas, celebridades e personalidades de renome têm dado seu voto de confiança a este Governo, pois entendem que a preservação da natureza nestes ambientes será de importância imensurável ao nosso país, as futuras gerações de brasileiros e à biodiversidade. Porém, é preciso que a área protegida seja aquela apresentada nas consultas públicas.

No entanto, recentemente fomos surpreendidos por uma nova proposta, decorrente de um possível acordo entre Ministério do Meio Ambiente e Marinha, conforme divulgado esta última, em que as ilhas oceânicas, ou seja, o coração dessas áreas, estariam fora dos Monumentos Naturais surpreendeu a sociedade enormemente, que entende ser esse um enorme atraso, tanto para a proteção da biodiversidade, quanto aos acordos previamente firmados e apresentados publicamente. O apoio para a criação das áreas, se dá pela proteção da biodiversidade a que se referem. Deixar de fora estas áreas é um retrocesso, desrespeito à sociedade brasileira e vergonha internacional.

A criação do monumento natural incorporando as ilhas oceânicas não significa um empecilho à soberania, ao contrário, significa a oportunidade dessas duas instituições, Marinha do Brasil e Ministério do Meio Ambiente, por meio do ICMBio, aturem conjuntamente por um Brasil mais azul.

Assim, respeitosamente, peço a Vossas Excelências que considerem a inclusão das ilhas no mapa de proteção e atendam ao clamor da sociedade, que pede pela preservação de ecossistemas tão importantes à vida, garantindo para essa e para as futuras gerações a possibilidade de desfrutarem de um dos maiores tesouros do nosso patrimônio natural.

A construção desse legado está em vossas mãos.

 

Respeitosamente