O Brasil não vem cumprindo com as metas estabelecidas pela Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), que propôs em sua décima reunião (COP-10) um conjunto de metas para a redução da perda de biodiversidade, sendo denominadas metas de Aichi.

 

A Meta Onze de Aichi possui o intuito de proteger até 2020 pelo menos 10% das áreas marinhas e costeiras por meio de Unidades de Conservação. Nos últimos 5 anos diversos países criaram áreas protegidas marinhas para se adequar as metas e frear a degradação dos oceanos. Palau um país que possui uma área terrestre três vezes menor que a cidade de São Paulo, criou a quinta maior área protegida marinha do mundo com 500.000km², isto é, o território do estado de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro juntos. Cerca de 80% do território marinho de Palau está sob proteção integral, enquanto no Brasil apenas 0.14% do território está sob esta modalidade de proteção.

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Um belo exemplo de um país sul americano, que está preocupado com o futuro dos oceanos é o Chile, em 2015 o Chile criou a maior reserva marinha das Américas, com o tamanho de 297,000 km². Única do mundo que protege espécies tanto de clima tropical quanto de clima temperado. O Brasil assim como o Chile possui a capacidade de proteger espécies de ambos os climas, porém, o Brasil Nada.

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Países como Estados Unidos e Austrália estão muitos à frente na corrida para preservação da biodiversidade. Em 2014 o presidente Barack Obama aumentou a área de uma Unidade de Conservação (Pacific Remote Islands National Marine Monument) , tornando-se a maior área de proteção marinha do Pacífico com 1.270.000 km², ou seja uma área equivalente ao tamanho do estado do Pará. Já a Austrália em 1975 criou a área marinha protegida que preserva a maior barreira de coral do mundo, demonstrando a mais de quatro décadas uma preocupação com o bem-estar dos oceanos, consequentemente das pessoas.

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Enquanto isso… o Brasil Nada! 

O que fazer?

Criar Unidades de Conservação!

Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, o Brasil possui 164 áreas prioritárias marinhas, sendo que dessas 101 estão desprovidas de Unidades de Conservação e 90 se encontram com prioridade “ extremamente alta “ para conservação da biodiversidade. Regiões como Alcatrazes, Albardão, Babitonga e São Pedro e São Paulo esperam há anos uma decisão do governo brasileiro para serem protegidas. Estamos há muito tempo cobrando de nossos representantes que isso aconteça. Porém para que tenhamos a força necessária, precisamos do apoio de toda sociedade brasileira.

Alcatrazes - Fabio Olmos

Alcatrazes – Fabio Olmos

Por que unidades de conservação marinhas no Brasil?

A costa brasileira se estende por cerca de 7367 Km, e possui uma das maiores concentrações de espécies marinhas do mundo. Das sete espécies de tartarugas marinhas conhecidas, cinco se encontram em nosso litoral e de quatro espécies da ordem Sirenia  existentes no mundo, duas ocorrem aqui sendo que uma delas, o peixe-boi-marinho,  o mamífero aquático mais ameaçado de extinção. No total são 53 espécies de cetáceos (golfinhos e baleias), 57 espécies de mamíferos marinhos, além de centenas de espécies de peixes, aves, moluscos e artrópodos.  (Dados: Ministério do Meio Ambiente).

 

Porém apenas 1.5% do território marinho está protegido, sendo que apenas 0.14% é de proteção integral, isto é, áreas restritas apenas a proteção da natureza.

Não podemos mais fechar os olhos para tal descaso brasileiro em relação a conservação marinha. Devemos admitir, para que ocorra uma mudança é preciso que o Brasil se espelhe nos diversos  países que já vem  cumprindo primorosamente seu papel ou…

será que vamos preferir continuar passando essa vergonha internacional?

 

Uma iniciativa:

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