Nos últimos anos inúmeros países criaram áreas de proteção marinha, seja para cumprir as Metas de Achi, na qual o Brasil também se comprometeu a proteger 10% dos seus mares, ou seja pelo mais puro respeito pelos oceanos e a necessidade de preservá-los. Podemos observar que há uma corrida ao vermos numerosos anúncios de criação de áreas protegidas nos mais variados países.

Em 2014 o Gabão, um país do continente Africano, considerado um dos mais pobres do mundo, anunciou a criação de uma rede de proteção marinha com dez parques, cobrindo uma área de 46,000 km²! Esta rede irá proteger 23% do território do país. No mesmo ano os Estado Unidos aumentou em um milhão de quilômetros quadrados “O monumento nacional das ilhas do Pacífico” totalizando em 1.270.000 km² sua área marinha protegida. Outra boa notícia que tivemos em 2014 veio de Portugal, já reconhecido pela proteção dos Açores, passou a proteger uma área marinha de 400,000 km², o que significa quatro vezes a área terrestre do país.

Já em 2015 foi a vez do Chile criar o Parque Marinho Nazca-Desventuradas com 297,518 km2, considerada a maior área de proteção integral das Américas. Ainda no mesmo ano, o país anunciou a criação de mais duas áreas de proteção a “Área protegida marinha da Patagônia” com 100,000 km² e o “Parque Marinho da Ilha da Pascoa” com 600.000 km²..

Em janeiro de 2016 a Inglaterra anunciou a criação de 23 novas zonas de proteção marinha, onde com as 27 zonas criada em 2013 irão cobrir 20% dos mares Ingleses. Na Malásia uma área com 1.6 milhão de hectares foi criada no início do mês de Junho sendo Parque Tun Mustapha  a maior área de proteção marinha da Malásia.

Já o Brasil, possui apenas 1,57% de unidades de conservação marinha, menos de 0.5% de proteção integral e não ouvimos nenhum anuncio sobre a criação de novas áreas, cujos processos seguem empoeirados nas gavetas de Brasília como o Parque Nacional de Albardão e o Parque Nacional de Alcatrazes, este último há 23 anos em negociação com a Marinha! Falar da Ampliação de Abrolhos e da Babitonga. Parece que os governantes não estão interessados em cumprir com os compromissos globais nos quais eles assumiram. Uma vergonha para uma nação com tamanha biodiversidade como a nossa.