Quando um recife de coral se forma ao redor de uma ilha vulcânica, e esta sofre sedimentação, erosão ou afundamento, formando no interior desse recife uma “lagoa”, isso é chamado de atol. É diferenciado de uma ilha comum pela composição, nesse caso biológico. São mais comuns de serem encontrados no Oceano Pacifico, local onde se concentra uma grande atividade vulcânica.

o Atol é constituído por organismos como algas coralinas e invertebra­dos, que formam as importantes construções internas do Atol . Durante a maré baixa, o anel de recifes que forma o atol fica exposto e em seu interior surgem piscinas naturais. São de extrema importância para a manutenção da biodiversidade marinha, pois serve de zona de abrigo, alimentação, reprodução e berçário para diversas espécies marinhas, incluindo aves, tartarugas, mamíferos, além de peixes, crustáceos e moluscos.

No Brasil, um dos mais belos pontos da nossa costa é o Atol das Rocas, localizado no Rio Grande do Norte, na Cadeia de Montanhas Fernando de Noronha, ele é protegido desde 1979 como uma Reserva Biológica, o Atol das Rocas foi a primeira Unidade de Conservação Marinha criada no Brasil. Com uma área de 37.820ha e protege várias espécies ameaçadas:

Tartaruga-cabeçuda –Caretta caretta

Tartaruga-verde –Chelonia mydas

Tubarão-limão – Negaprion brevirostris 

Tartaruga-de-pente –Eretmochelys imbricata

Estrela-do-mar – Echinaster (Othilia) guyanensis

Gorgônia –Phyllogorgia dilatata

Caranguejo –Percnon gibbesii

Rabo de junco de bico laranja –Phaethon lepturus

Coral-de-fogo –Millepora alcicornis

Além dessas, o Atol das Rocas mantém uma enorme colônia de aves marinhas com aproximadamente 30 espécies, muitas delas migratórias.

A Reserva Biológica do Atol das Rocas está na lista de Patrimônio Mundial da Humanidade e é um ecossistema muito frágil que deve ser respeitado e preservado com a devida referência pela importância que tem.